O primeiro-ministro britânico defendeu esta segunda-feira que a União Europeia deve aplicar sanções à Rússia e que essas restrições devem estender-se ao material bélico de defesa que possa ter uma segunda utilização.

Ou seja, conforme a Reuters refere, Cameron defende que a passagem de armas da Rússia para a Ucrânia e que o Kremlin deve parar com os apoios aos rebeldes separatistas pró-russo na Ucrânia.

Numa altura em que a União Europeia se está a reestruturar após as eleições, o chefe de governo britânico alinha pela mesma bitola do presidente americano, que já veio a público afirmar que o avião da Malaysia Airlines foi efetivamente abatido, um ato condenável que tirou a vida a 298 civis, dez tinham nacionalidade britânica.

Sobe a tensão em redor da figura de Vladimir Putin, o homem-forte do Kremlin, já prometeu «total cooperação» na recuperação dos corpos num telefonema com o chefe de Estado holandês, que perdeu mais de 170 dos seus nacionais, mas, a comunidade internacional quer mais e, desde logo, a verdade.

O vídeo que está a circular em vários órgãos de comunicação social fundamentam a dúvida de que o avião malaio foi mesmo abatido.

Segundo os media, estas imagens foram captadas por um blogger russo que seguiu o camião até à fronteira russa no sábado, carregado com um lança-mísseis BUK igual àquele que alegadamente terá abatido o avião da Malaysia Airlines. Este vídeo vem no seguimento de um primeiro que mostra outro camião a transportar um lança-mísseis onde falta perto do local em que o Boeing 777 caiu.

Enquanto decorre a investigação, o ministro da Defesa russo provocou esta segunda-feira os Estados Unidos: «Se têm imagens do lançamento de um míssil naquele local que as mostrem», porque, afirma, as autoridades russas não detetaram nenhum lançamento na área.