O governo britânico vai aumentar os poderes da polícia para confiscar temporariamente os passaportes de suspeitos britânicos nas fronteiras do Reino Unido. Esta é uma das novas medidas do plano de combate antiterrorista que o primeiro-ministro do país anunciou esta segunda-feira, na Câmara dos Comuns.

«Todos nós ficámos chocados e enojados com a barbárie testemunhada no Iraque, neste verão», começou por dizer David Cameron. Há duas «áreas-chave»: «a prevenção quanto a suspeitos em viagem» e a necessidade de «lidar com aqueles que já aqui representam um risco», cita a Reuters.

Até aqui, apenas o ministro do Interior tinha o poder para retirar passaportes. Mas, dada a situação, Cameron vem introduzir alterações na legislação, para que também a polícia possa atuar.

As autoridades vão poder, ainda, vetar nomes nas listas de passageiros das companhias aéreas para impedir a entrada ou saída de cidadãos nacionais suspeitos de atividades terroristas em países como a Síria ou o Iraque.

O Governo de Cameron pretende, igualmente, impedir que os britânicos que tenham prometido lealdade a causas extremistas possam voltar a casa. Atualmente, a proibição de regresso é aplicada, apenas, a estrangeiros, cidadãos naturalizados e pessoas com dupla nacionalidade.

O Reino Unido decretou o segundo nível mais alto de alerta contra o Estado Islânico, na sequência da decapitação do jornalista norte-americano James Foley, alegadamente feita por um homem de origem inglesa. O país teme que sejam efetuados ataques em solo britânico. Daí o reforço das medidas de combate ao terrorismo.