O embaixador do Reino Unido na Líbia, Michael Aron, disse sexta-feira ter decidido «com pesar» sair da embaixada do país em Tripoli devido aos combates em curso na capital e à falta de segurança.

A embaixada vai suspender na segunda-feira as suas atividades na capital líbia e organizou um plano de saída dos cidadãos britânicos.

Michael Aron explicou que tomou a decisão de sair rapidamente do país devido à falta de segurança e prometeu retomar o funcionamento da embaixada logo que a situação o permita.

O Governo português decidiu suspender temporariamente a representação diplomática portuguesa em Trípoli devido à situação de insegurança na Líbia, na semana passado, segundo um comunicadon divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

«Face ao agravamento da situação de insegurança na Líbia, o Ministério dos Negócios Estrangeiros decidiu suspender temporariamente a representação diplomática portuguesa em Trípoli, a exemplo do que já foi feito por outros países», referiu-se na nota enviada à Lusa.

Nos últimos dias, vários países anunciaram o encerramento das respetivas representações diplomáticas na Líbia e aconselharam os seus cidadãos a abandonar o país, nomeadamente os Estados Unidos, Bulgária, Canadá, Reino Unido, Holanda, Alemanha e Itália.

De acordo com essse comunicado, «esta suspensão temporária acontece após o repatriamento dos cidadãos nacionais que manifestaram vontade de abandonar a Líbia e que solicitaram apoio junto da embaixada portuguesa para o efeito».

Na Líbia ficaram sete portugueses que, após informados desta operação, optaram por permanecer em território líbio, segundo explicou José Cesário, que esteve na Base Aérea de Torrejon na terça-feira, em Madrid, a receber os cidadãos nacionais que viajaram no voo organizado pelas autoridades espanholas, que também transportou cidadãos de outras nacionalidades.

Os confrontos que se têm registado nas últimas semanas no país, que são os mais violentos desde a queda do regime de Kadhafi, em 2011, acontecem entre milícias armadas e o exército líbio.

O quartel-general das forças especiais do exército líbio, principal base militar em Bengasi, foi tomado na noite de terça-feira por grupos islamitas depois de vários dias de combates sangrentos.