O recorde absoluto de calor na Terra, 56,7 graus centígrados (134 graus Fahrenheit), foi registado há exatamente 100 anos, no Vale da Morte, na Califórnia.

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A temperatura assinalada pela estação meteorológica de Greenland Ranch, no Vale da Morte, a 10 de julho de 1913, é oficialmente a mais alta já medida, depois de, em 2012, ter sido invalidado o registo de uma temperatura de 57,7ºC em El Azizia, na Líbia, a 13 de setembro de 1992.

O Parque Nacional do Vale da Morte assinala hoje o aniversário da data com conversas com cientistas e a possibilidade de se assistir à habitual observação da temperatura num local conhecido pelas suas temperaturas particularmente altas: Furnace Creek, indica o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, na sua página na Internet.

Segundo o site «La Chaine Meteo», o Vale da Morte tem este nome devido à morte no local de um grupo de pioneiros, vencidos pelo calor, em 1849. Naquela zona, morrem, em média, seis pessoas, a grande maioria caminhantes exaustos.

O Vale da Morte apresenta uma média anual de 189 dias com temperaturas superiores aos 32,2ºC.

O facto de partes do parque, com cerca de 225 quilómetros de comprimento, se situarem abaixo do nível do mar é a principal razão para as altas temperaturas no Vale da Morte, mas as montanhas que o rodeiam também impedem a humidade do oceano Pacífico de alcançar o local, e a estreiteza do vale não ajuda à circulação do ar, explica o site «Live Science».

O Parque Nacional do Vale da Morte (Death Valley), criado em 1933, tem uma área de 8.368 quilómetros quadrados, abrange os desfiladeiros e as depressões no terreno, assim como as montanhas circundantes.