Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de apenas 13 anos, é o principal suspeito de ter matado a família com tiros na cabeça. O massacre ocorreu em São Paulo, na madrugada desta segunda-feira, mas só agora a polícia tem mais certezas sobre a autoria do massacre.

As razões que levaram o rapaz a matar os pais, ambos polícias militares, a avó e uma tia, estão ainda a ser investigadas, mas o jovem pode ter sido inspirado por um massacre de 1974.

Segundo a imprensa brasileira, o jovem pegou na arma da mãe e matou os pais enquanto estes dormiam. Depois, saiu e foi à casa ao lado, onde moravam a avó e a tia-avó, que também matou com tiros na cabeça.

Após a frieza dos homicídios, Marcelinho, como era conhecido, saiu e conduziu o carro da mãe até à escola. Apesar da idade, a Polícia Militar acredita que o jovem já sabia conduzir e as câmaras de vigilância captaram o jovem a chegar à escola.

O rapaz foi às aulas da manhã e voltou para casa de boleia com o pai de um colega. Ao chegar a casa, pegou numa outra arma, desta vez do avô, e acabou com a própria vida.

A violência dos homicídios está a chocar o Brasil. Marcelo já teria confessado a um colega que queria matar os pais e, na sua página de Facebook, publicou a 12 de dezembro de 2012 o famoso caso de um massacre ocorrido em 1974, nos Estados Unidos.

Marcelinho partilhou uma imagem na qual apareceria um fantasma do famoso caso «Massacre de Amityville», no qual Ronald Joseph «Butch» DeFeo Jr. assassinou os pais, dois irmãos e duas irmãs. Na madrugada do dia 13 de novembro de 1974, Ronald DeFeo Jr. surpreendeu toda a família que dormia na mansão Amityville. Armado com uma espingarda, matou os pais e quatro irmãos. Todos foram encontrados mortos nas próprias camas, sem sinais de defesa. O mesmo ocorreu com o homicídio de São Paulo.

A página no perfil do Facebook de Marcelo Eduardo foi excluída esta terça-feira, e outro perfil, com o mesmo nome, foi adicionado recentemente nas redes sociais.