«A União Europeia devia envergonhar-se das sanções à Rússia». A resposta do governo de Putin que afirma que, desta maneira, «Bruxelas não está a contribuir para a estabilidade na Ucrânia», cita a Reuters. Uma primeira reação às novas sanções que a União Europeia impôs esta terça-feira à Rússia, ao revelar os 15 nomes de generais e figuras de topo russas alvos de sanções e 17 companhias com ligações ao presidente Putin. Do congelamento de contas às restrições de viajar no espaço europeu, intensificando algumas das sanções colocadas logo após a anexação

A União Europeia age depois dos Estados Unidos, que intensificaram na segunda-feira as sanções contra figuras e companhias russas.

A Casa Branca decidiu na segunda-feira que os Estados Unidos

negariam licenças de exportação de todos os itens de alta tecnologia que podem contribuir para a capacidade militar russa e revogaria as

licenças já existentes, como parte das sanções sobre a crise na Ucrânia.



«A gravidade destas medidas é absolutamente óbvia», comenta o vice-primeiro-ministro Sergei Ryabkov à agência Interfax e que a Reuters cita.

«Tudo isso atinge a nossas empresas de alta tecnologia e indústrias». Na segunda. A Rússia prometia uma resposta «dolorosa» à administração Obama.

Nesta tensão entre a Rússia e os países do ocidente, quase «esquecemos» a razão de tudo isto: a Ucrânia, que parece um filho no meio de dois pais divorciados.

Mas, Moscovo não desarma, literalmente. A NATO já confirmou esta terça-feira de manhã à Reuters que não tem conhecimento que as tropas russas tenham abandonado as fronteiras com a Ucrânia e voltado aos quartéis, desmentindo assim o ministro da Defesa russo que na segunda-feira afirmou o contrário.

Merkel demarca-se do antecessor e da «amizade» a Putin

O Governo alemão já se demarcou esta terça-feira das imagens que revelam o ex-chanceler Gerhard Schroeder, abraçado a Vladimir Putin, num encontro na segunda-feira à noite, em São Petersburgo, na Rússia e divulgadas esta terça-feira num media alemão.

Gerard Schroeder «não representa o governo alemão», foi a reação de um porta-voz do executivo de Merkel às imagens, e que o ex-chanceler «não tem atividade política», escreve a Reuters.

Gerard Schroeder foi chanceler entre 1998 e 2005 e muito criticado pela sua «amizade» com Putin, como as imagens ao longo dos tempos revelam. Aliás, após abandonar a política, o ex-chanceler tornou-se diretor de uma empresa de petróleo e energia, num consórcio germano-russo.