Nadezhda Tolokonnikova and Maria Alyokhina, as duas mulheres membros grupo Pussy Riot, condenadas a dois anos de prisão pelo protesto contra Vladimir Putin numa catedral russa e os 30 ativistas do Greenpeace detidos na Rússia quando tentavam atingir petroleiro vão ser amnistiados pelo presidente russo e libertados.

O projeto passou no parlamento do Kremlin por unanimidade esta quarta-feira e a libertação dos manifestantes pode ocorrer já esta quinta-feira.

Segundo a mensagem deixada no Twitter pelo marido de uma das cantoras, os dois estabelecimentos prisionais já declararam libertar as mulheres logo que a medida se torna oficial e sem delongas, conta a Sky.

As mulheres veem assim antecipado o regresso a casa, já que a pena de dois anos a que estavam condenadas só terminava em março do próximo ano.

Também os 30 ativistas da associação ambiental Greenpeace que tentaram bloquear a passagem de um petroleiro em setembro verão as queixas do governo russo retiradas. Os britânicos foram libertados sob caução, mas os elementos russos continuam detidos.

As amnistias vêm no seguimento dos 20 anos passados sobre a reedificação após a URSS, mas esta acaba por ser uma medida popular de Vladimir Putin perante o ocidente, que muito tem pressionado a Rússia sobre estes dois casos e antes do país receber os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014.