O governo está a avaliar o envio de um C-130 e de cerca de 30 militares da Força Aérea Portuguesa para a missão da União Europeia na República Centro-Africana, disse à Lusa fonte oficial.

O envio do Hércules C-130 e de cerca de 30 militares da Força Aérea, entre tripulação e equipa de manutenção, «está em avaliação», disse à Lusa fonte do ministério da Defesa Nacional.

François Hollande também anunciou esta sexta-feira que vai enviar mais 400 militares franceses.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia decidiram esta semana enviar uma missão militar EUFOR - a força de reação rápida constituída no âmbito da Política de Segurança e Defesa Comum - para a República Centro Africana, mas a sua dimensão e composição ainda não está definida.

O envio de meios portugueses, que terá de ser aprovado em Conselho Superior de Defesa Nacional, dependerá também das necessidades que forem definidas no âmbito da missão militar europeia.

O país mergulhou no caos desde que em março de 2013 a coligação Séléka, de maioria muçulmana, derrubou o governo do país maioritariamente cristão, desencadeando uma espiral de violência sectária, que já causou milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou no fim de janeiro uma resolução que autoriza a intervenção de forças militares europeias na República Centro-Africana.

A União Europeia (UE) planeia o envio de mil soldados para a República Centro Africana (RCA) com a missão de restabelecer a ordem num país mergulhado no caos e na violência descontrolada, indicou hoje a chefe da diplomacia europeia Catherine Ashton.

Até ao momento, o número citado com mais frequência para esta operação militar europeia era de 500 homens. «Temos mais de 500 homens», declarou Ashton aos jornalistas após uma intervenção no Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque, acrescentando que a UE «encara o dobro desse número».