Um agente da polícia da Venezuela foi morto por manifestantes na sequência da destruição de quatro acampamentos montados por estudantes no centro de Caracas, em protesto contra o presidente Nicolás Maduro. Três lusodescendentes estão entre os 243 detidos.



Os confrontos travados no centro de Caracas, capital da Venezuela, tiveram como rastilho a intervenção policial que na madrugada de quinta-feira destruiu quatro acampamentos montados pelos estudantes anti-Maduro, ao longo da principal avenida da capital. Na sequência, um polícia foi morto em confrontos com os estudantes.

Ainda o dia não tinha nascido e para as prisões das esquadras tinham sido levados 243 estudantes, que, acusam as autoridades, espalharam a violência entre fevereiro e março, numa luta contra Nicolás Maduro que provocou a morte a 40 pessoas.

E a oposição ao regime «chavista» não pára de desfiar razões para o combate. Como a prisão, esta quinta-feira, do presidente da organização não governamental «Um mundo sem mordaça». Rodrigo Diamnti foi o criador da campanha «SOS Venezuela» que denunciava a ditadura no país. Está agora atrás das grades acusado de financiar os protestos de rua.

E há ainda relatos de destituições de diretores de colégios privados por razões políticas.

A zona educativa, tutelada pelo ministério da Educação, incriminou professores por falarem de ditadura nas aulas, acusando-os de estarem a referir-se ao governo atual.

Além disto, os docentes foram castigados por apoiarem os protestos estudantis, escreve o jornal «El Nacional».