Um piloto americano afirma ter encontrado imagens de estroços do avião da Malaysia Airlines desaparecido há mais de um mês e com 239 pessoas a bordo.

Michael Hoebel, de 60 anos, diz ter descoberto aquilo que lhe pareceu um avião no Golfo da Tailândia, o que bate certo com o momento da última comunicação com a torre de controlo.

Hoebel chegou a esta conclusão após analisar as imagens de satélite online do site TomNod, como explicou a um canal de televisão citado pelos media australianos.

Apesar do anúncio de Michael Hoebel, as buscas das autoridades continuam centradas no oceano Índico. Os Responsáveis pelas buscas acham pouco provável que o aparelho se mantenha à tona de água e iniciaram uma nova fase nas buscas, «a mais difícil da história», provavelmente. As buscas são agora feitas a 400 quilómetros de profundidade.

Depois da esperança desaparecer, as famílias só esperam explicações sobre o aconteceu ao Boeing 777 que ligava Kuala Lumpur a Pequim.

Esta terça-feira, numa conferência de imprensa, as últimas palavras supostamente vindas do Boeing para a torre de controlo foram divulgadas em público para as famílias das vítimas chinesas.

«Boa noite 370», as palavras que ficam em suspenso, como as vidas destas famílias que há dias fizeram uma marcha até à embaixada da Tailândia em Pequim, na China, a reclamar uma reunião com o comandante das operações de busca.

Nesta reunião também foram apresentados cálculos de combustíveis, cruzamento de dados de satélite e tudo o mais que as autoridades conseguiram obter nestes 50 dias.

Tudo o que conseguiram, mas tão pouco para aquilo que estes pais, maridos, mulheres e filhos precisam de ouvir. Apesar da tensão nas relações entre as famílias e a companhia no primeiro mês após o desastre, os ânimos parecem ter serenado e após a conferência de imprensa, o porta-voz dos familiares: «Eles estão a fazer progressos», como conta a CNN.