Notícia atualizada às 10:44

Subiu para 78 o número de mortos no descarrilamento de comboios, na quarta-feira, na Galiza. As autoridades contabilizaram também, até ao momento, mais de 140 feridos.

O comboio acidentado, um Alvia, fazia a ligação Madrid-Ferrol, quando 13 das carruagens tombaram sobre os carris, à saída do túnel de Angrois, próximo da estação de Santiago de Compostela, quando se aproximavam de uma curva.

Cerca de 200 pessoas participam nas buscas por eventuais vítimas e tentam mover as carruagens do comboio acidentado. Na operação, participam, de acordo com a agência Efe, elementos dos bombeiros, proteção civil, polícias locais e nacionais, entre outros.

De acordo com o jornal «El País», o comboio, que fazia a ligação entre Madrid e Ferrol, terá descarrilado quando circulava a 180 quilómetros por hora e se preparava para fazer uma curva, na qual não podia ir a mais de 80 quilómetros por hora.

«Trata-se de uma curva muito complicada, muito fechada, por isso, no local onde o comboio descarrilou, é proibido circular a mais de 80 quilómetros por hora, mas, segundo fontes da investigação, parece que o comboio superou os 180 quilómetros por hora», escreve o diário espanhol.

A velocidade a que circulava o comboio não é ainda certa. Há relatos que apontam para os 220 km/h. Um dos maquinista falou à imprensa espanhola e admitiu que viajava a cerca de 190 quilómetros/hora numa zona limitada a 80, informaram fontes da investigação citadas pela agência Efe.

Depois do acidente, o condutor disse numa comunicação por rádio que ia a uma velocidade muito superior àquela que era permitida na curva onde ocorreu o desastre.

«Descarrilei, o que vou fazer, o que vou fazer», terá dito um dos maquinistas na conversa por rádio.