O caso do pai que vai trabalhar e se esquece do filho dentro do carro e este morre com o calor não é, infelizmente, o primeiro, mas este pode ter outros contornos associados às pesquisas do pai Justin e que a polícia já está a investigar.

Cooper Harris tinha apenas 22 meses quando morreu no passado dia 18 de junho, vítima da alta temperatura que não suportou no carro. O menino ficou fechado durante pelo menos sete horas na sua cadeira, no banco traseiro, enquanto o pai foi trabalhar.

As autoridades de Cobb County, na Geórgia, Estados Unidos, já indiciaram Justin Ross Harris pelos crimes homicídio negligente e maus-tratos.

O resultado da autópsia revelou aquilo que já se desconfiava: Cooper morreu de hipertermia. Mas, segundo o relatório policial a que a FOX teve acesso, há razões para suspeitar de que se trata de um homicídio qualificado e não negligente.

Em primeiro, Justin começou por dizer que se esqueceu de deixar o filho no infantário depois de tomar o pequeno-almoço num café a caminho do trabalho, mas, as autoridades souberam que o homem foi ao carro durante a hora de almoço e, por essa altura, também não se teria dado conta de que o bebé estava no carro.

A «desconstruir» a tese do esquecimento, estão também as informações recolhidas após as buscas à casa de Justin Harris. No computador pessoal, a polícia encontrou uma pesquisa na Internet que tentava saber quanto tempo leva um animal a morrer de hipertermia. Razões suficientes para deixar o pai detido em prisão preventiva e sem direito a fiança.

A polícia admite que ainda só desbravou a «ponta do iceberg», mas «pede à população que não tire conclusões precipitadas e aguarde pelo fim da investigação, embora reconheça tratar-se de um caso muito emotivo».

Cooper é enterrado este sábado.