O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, qualificou este domingo de «nova violação flagrante dos direitos humanos internacionais» o bombardeamento à escola das Nações Unidas em Rafah, que matou pelo menos dez palestinianos.

As imagens mais chocantes de Gaza até ao momento

«É um escândalo do ponto de vista moral e um ato criminoso», afirmou.

«Esta loucura deve parar», disse o secretário-geral em comunicado, apelando ainda a Israel e ao Hamas que cessem os combates e negoceiem um acordo de paz no Cairo.

Sem atribuir explicitamente a responsabilidade do ataque de Rafah a um ou outro lado, o secretário-geral da ONU sublinhou que o exército foi «numerosas vezes informado da localização» dos refugiados da ONU, três dos quais foram afetados pelos bombardeamentos.

Estes refugiados «deveriam estar em zonas seguras e não em zonas de combate», disse.

Referiu, também, que o ataque contra os civis devem ser objeto de «uma investigação rápida» e os autores devem ser responsabilizados.

Ban Ki-moon apelou ao «cessar-fogo e a retomada das negociações» no Cairo, para «tratar os problemas de fundo na origem do conflito».

Pediu aos dois campos para «colocarem um fim imediato aos combates e encontrarem um caminho para a paz».

Mais de 1.700 palestinianos já morreram e 9.500 ficaram feridos na ofensiva de Israel na Faixa de Gaza e 64 israelitas perderam a vida desde 08 de julho, início das operações militares israelitas.