O conselho de segurança das Nações Unidas decidiu esta sexta-feira abrir um inquérito independente às causas que levaram à queda do avião malaio nos céus da Ucrânia e que vitimou 298 pessoas.

O secretário-geral da ONU considerou «credíveis as várias informações que sugerem que o aparelho foi abatido por um sofisticado míssil terra-ar», como cita a Reuters.

Essa mesma convicção foi avançada pelo enviado dos Estados Unidos ao conselho de Segurança, de que o avião terá sido abatido por um «míssil terra-ar operado a partir de uma zona pró-separatista».

A preocupação das Nações Unidas será ainda reforçada pela deslocação do responsável máximo pelo diplomacia da ONU, Jeffrey Feltman, a Moscovo e Kiev nos próximos dias, colocando os seus peritos internacionais no terreno para ajudar no inquérito já aberto pelas autoridades ucranianas.

Enquanto se apuram as causas que levaram à queda do avião da Malaysia Airlines, a ONU reforçou um pedido de cessar-fogo na região. A Ucrânia mergulhou numa crise política e civil após uma proposta de aproximação à União Europeia, que criou fendas e abriu feridas, com o desejo de um regresso ao passado e ao domínio russo a ser travado em autênticos campos de batalha entre forças leais a Kiev e pró-separatistas russos. A Crimeia foi a primeira região a ser anexada à Rússia, numa tomada de posição de Moscovo que não foi reconhecida pela comunidade internacional. A seguir, outras regiões assumiram a divisão, como é o caso de Donetsk.

A questão ucraniana já vinha a ser debatida a nível internacional, mas a morte de quase 300 civis fez subir a tensão no mundo, entre o chamado ocidente e Moscovo.

O presidente russo, Vladimir Putin, já telefonou ao homólogo malaio a apresentar as condolências e, segundo o Kremlin, ambos concordaram apurar toda a verdade através de uma investigação internacional, como revela a Reuters.