Barack Obama sabe que «vai levar tempo» até que o Estado Islâmico deixe de ser uma ameaça, mas os EUA «não se vão deixar intimidar». O Presidente norte-americano quer que «seja feita justiça».

Pouco depois de a Casa Branca ter confirmado que o vídeo da decapitação do jornalista norte-americano Steven Sotloff, revelado ontem, é verdadeiro, Obama falou em conferência de imprensa, na Estónia, lado a lado com o presidente do país, para manifestar a sua «repulsa» pela «barbárie» de mais uma execução levada a cabo pelos rebeldes, a quem chamou de «assassinos».

Os EUA querem mobilizar mais aviões militares e vão enviar, também, 350 tropas para o Iraque com o objetivo de proteger as instalações diplomáticas e pessoal em Bagdade.

Obama realçou que o Estado Islâmico é «uma ameaça muito séria» não só para o Iraque como para toda a região.

Desde 09 de junho, o Estado Islâmico conquistou zonas do território a norte, a oeste e a leste de Bagdad, perante a retirada das forças armadas iraquianas. Fortalecido pelo êxito militar no Iraque e na Síria, o movimento proclamou a criação de um «califado» entre os dois países, nas zonas que controla e nas quais é acusado de perseguir as minorias, de realizar execuções sumárias e violações.

Duas decapitações no espaço de duas semanas

Steven Sotloff foi o segundo jornalista norte-americano decapitado pelos rebeldes do Estado Islâmico, desde 19 de agosto, dia em que outro repórter, James Foley, foi executado.

No segundo vídeo, o homem mascarado que aparece ao lado de Sotloff é o mesmo que matou Foley. «Eu estou de volta, Obama, e eu estou de volta por causa da sua política externa arrogante para com o Estado islâmico», avisou.

O rebelde prometeu mais sangue e fez mais uma ameaça: «Assim como os mísseis continuam a atacar o nosso povo, a nossa faca continuará a atacar o pescoço do seu povo». O próximo alvo apontado é o refém britânico David Haines.