Barack Obama anunciou esta sexta-feira que as regras dos serviços de informação vão mudar. O presidente americano deu uma conferência de imprensa na tentativa de colocar um ponto final na polémica alimentada há meses por Edward Snowden, o técnico da NSA (serviços de informação americanos) que revelou ao jornal britânico «The Guardian» as escutas feitas pela administração norte-americana, de líderes mundiais a cidadãos anónimos. Em qualquer parte do mundo.

Mas, o Presidente norte-americano, Barack Obama, não acabou com as escutas. Prometeu sim que os serviços de informações não irão espiar, de forma rotineira, as comunicações dos líderes dos países aliados dos Estados Unidos.

«Fui muito claro para os serviços de informação: a menos que a nossa segurança nacional esteja em jogo, não iremos espiar as comunicações dos líderes dos países aliados mais próximos e nossos amigos», disse Obama, durante um discurso sobre a reforma das operações de vigilância governamentais.

O chefe de Estado norte-americano também quis descansar o povo americano: «O cidadão anónimo não é o alvo das escutas». A NSA «também não vai escutar ninguém com base na sua etnia, raça, sexo ou orientação sexual».

Mudanças «modestas» segundo a oposição de Obama. O presidente defendeu a continuidade dos serviços de informação em nome da «segurança interna» dos Estados Unidos.

Obama revelou que não foram encontrados abusos por parte da NSA, mas concordou que é preciso uma resposta e um esclarecimento para as dúvidas sobre a violação de privacidade que tem assolado a população.

A NSA vai, de agora em diante, precisar de autorização judicial para aceder às conversas.

Barack Obama voltou a criticar Edward Snowden, que vive entretanto exilado na Rússia:

«Se qualquer pessoa que não concorda com a política dos governantes decidir revelar informação confidencial, então nunca seremos capazes de manter a segurança do nosso povo», cita a CNN.