Robert Brown, que afirma ser o filho ilegítimo da falecida princesa Margaret de Inglaterra, ganhou uma batalha judicial e poderá vir a ter direito a aceder ao testamento da princesa selado desde 2002.

O homem de 58 anos acredita que a sua mãe é a irmã da rainha, que terá escondido a sua gravidez em 1955, e o seu pai Robin Douglas-Home, um aristocrata e autor escocês falecido em 1968.

Brown diz que a gravidez foi ocultada com recurso a duplos e que foi posteriormente enviado par o Quénia, para ser criado como filho de Cynthia e Douglas Brown. O homem espera que os documentos que agora pretende aceder contenham detalhes do seu nascimento e provem a sua herança real.

O seu caso tinha sido previamente ignorado pelos advogados da família real britânica que entenderam que o homem procurava uma «fantasia para satisfazer as suas obsessões privadas». O próprio tribunal superior de Londres, que agora considerou que Brown tem o direito de verificar as suas especulações, já lhe tinha negado um primeiro pedido por o considerar «imaginário e sem fundamentos».

Brown tem agora direito a uma audiência completa para defender as suas convicções, mas para o contabilista, residente na ilha de Jersey, esta já foi uma vitória importante.

«Estou muito feliz. É um dia importante para os princípios fundamentais da justiça aberta e para a lei», disse Brown ao «Daily Mail». «Espero não ser nenhum "maluco". Ou estou certo ou errado», contou.