Wendy Hamriding, de 53 anos, defende que o cão da família que comeu parte da sua cara e um olho lhe salvou a vida.

«Apesar de a cadela me ter desfigurado a cara, eu sei que inadvertidamente ela salvou-me a vida», contou a mulher ao «Lancashire Evening Post».

A britânica, que tinha problemas com álcool, caiu inconsciente em casa. O cão, argumenta a mulher, só terá tentado em desespero acordá-la.

Wendy foi descoberta pelo filho envolta numa poça de sangue. Quando acordou, as dores eram horríveis e os médicos tudo fizeram para salvá-la. A mulher conta que o cão engoliu-lhe o olho e até se podia ver o «buraco».

Dois anos depois, e depois de recuperar parcialmente a visão, esta mãe e avó nunca mais tocou no álcool e quer que a sua história chegue ao máximo de pessoas possíveis e que sirva de exemplo para explicar os malefícios da bebida.

«Eu estava sempre bêbeda», confessa Wendy que chega ao ponto de dizer «que se levantada a meio da noite só para beber».

«Eu estava a morrer, o álcool estava a matar-me, mas eu não conseguia parar de beber». Até àquele dia.

Cassi, assim se chamava o cão da família, acabou por ser abatido porque tinha provado o sabor do sangue.