O Síndrome Respiratório do Médio Oriente (MERS-CoV), mais conhecido como novo coronavírus, infetou mais de 700 pessoas, das quais 249 faleceram, anunciou esta terça-feira a OMS, que considera a transmissão do vírus «preocupante» mas não uma emergência.

O diretor-geral adjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS), Keiji Fukuda, apresentou hoje em conferência de imprensa os últimos resultados sobre o MERS, que surgiu pela primeira vez na Arábia Saudita em 2012, e que desde então foi registado em pelo menos quinze países.

Os 16 membros do Comité de Emergência sobre o MERS reuniram-se hoje pela sexta vez, e durante quatro horas analisaram a situação e a gravidade da expansão do vírus.

Os especialistas concluíram de forma unânime que apesar da gravidade, não estão reunidas as condições para declarar uma emergência de saúde pública de alcance internacional.

O facto de o número de casos não ter aumentado consideravelmente, como sucedeu em meados de abril, e também por «não haver provas» da transmissão entre humanos na comunidade fazem descartar, por agora, a declaração de emergência.

Até à data, detetaram-se duas formas de transmissão: de humanos a camelos, e em infeções hospitalares.

«O facto de ainda desconhecermos com exatidão como o vírus se infeta exatamente, obriga-nos a determinar que a situação é preocupante», afirmou Fukuda.

As principais recomendações são para que as pessoas que se relacionem com camelos aumentem as precauções, e que os enfermeiros e pessoal sanitário que frequenta os centros de saúde seja extremamente cuidadoso.

O comité disse também que não se pode baixar a guarda porque o vírus «ainda mata um número significativo de pessoas que são infetadas». Por agora, a taxa de mortalidade é de 36%.

Outro aspeto reforçado pelo comité foi o perigo que o aumento das viagens à Arábia Saudita constitui, já que se esperam milhões de pessoas para as peregrinações a Meca durante o Ramadão.

Neste caso, a OMS solicita que se transmita informação entre os peregrinos para que estejam conscientes do perigo que enfrentam e para que tomem medidas de precaução adequadas.

Para já detetaram-se casos na Argélia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América, Filipinas, Grécia, Holanda, Irão, Jordânia, Kuwait, Líbano, Malásia, Omã, Qatar e Iémen.

O comité voltará a reunir-se para avaliar o impacto do novo coronavírus em setembro, exceto no caso de existir alguma situação extraordinária, como relata a Lusa.