Pelo menos dez palestinianos foram mortos hoje num ataque a uma escola da ONU que acolhe refugiados em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, anunciaram equipas de socorro locais.

«De acordo com as primeiras informações, há muitos mortos e feridos na escola da UNWRA [a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos no Médio Oriente] em Rafah, depois de um bombardeio», indicou também o porta-voz da Agência da ONU, Chris Gunness.

O responsável não atribuiu a responsabilidade do ataque a nenhum dos beligerantes, nem Israel nem ao Hamas.

A estes mortos somam-se mais doze palestinianos que morreram na sequência de ataques aéreos israelitas realizados sobre a Faixa de Gaza, informaram os serviços de emergência locais.

Nove das vítimas morreram em Rafah (sul) e três no centro da Faixa de Gaza, indicaram as mesmas fontes.

O conflito entre Israel e o Hamas matou, desde 08 de julho, mais de 1.700 palestinianos e 64 soldados israelitas, destruiu milhares de habitações e arruinou mais uma economia já de rastos, segundo números de diversos organismos internacionais.

isto apesar de Israel ter começado a retirar determinadas tropas terrestres da Faixa de Gaza e a realocar outras para o interior do território palestiniano, mas as operações militares contra o Hamas prosseguem, anunciou o porta-voz do Exército israelita, citado pela France Presse.

«Estamos a retirar algumas (forças), estamos a mudar outras (de posição) no interior (do território), esta missão está em curso porque a operação não será do mesmo tipo da operação terrestre», declarou Peter Lerner, confirmando pela primeira vez oficialmente um início de retirada parcial.

«Mas claro continuaremos as nossas operações» e «teremos uma força de reação rápida no terreno que pode responder ao Hamas caso seja necessário».

Entretanto, Israel dá como confirmada a morte do soldado israelita de 23 anos alegadamente capturado pelo Hamas, embora o braço armado palestiniano sempre ter negado o facto e ter mesmo acrescentado que o militar morreu de fogo israelita.