Renova-se a esperança, a cura da sida está cada vez mais perto de ser uma realidade. Vários estudos apresentados numa conferência sobre a doença trazem conclusões animadoras e a iminência de uma solução para a doença do século XX.

A tese é reforçada pela aparente cura de uma criança no Mississipi, Estados Unidos, colocada num programa de antirretrovirais com poucos dias e que, passados 15 meses, o tratamento foi interrompido.

Também dois homens com VIH que receberam transplantes de medula por força de um cancro, ficaram livres do vírus mesmo após terem interrompido o tratamento com medicamentos de combate à sida.

A conferência que junta cientistas mundiais em Kuala Lumpur, deu conta destas investigações que, embora em fases embrionárias renovam a esperança de encontrar uma cura para a sida.

«Com efeito, não quero usar a palavra cura nesta situação», disse Timothy Henrich, do Hospital Brigham, em Boston, Massachusetts, responsável pelo estudo de medula óssea, «mas o que eu posso dizer é que, se esses pacientes são capazes de ficar sem VIH detetável por pelo menos um ano, talvez um ano e meio, depois de parar o tratamento, então as hipóteses de que o vírus que voltem são muito pequenas», cita a agência France Presse.

Passos de bebé que podem vir a mudar a vida a 34 milhões de pessoas infetadas com HIV em todo o mundo. Cerca de 1,8 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de sida.