Três navios da guarda costeira chinesa entraram hoje em águas territoriais de ilhas disputadas com o Japão, naquela que figura como a primeira incursão desde que a China decretou uma zona de identificação de defesa aérea nessa região.

As três embarcações entraram, cerca das 09:00 (00:00 em Lisboa), nas águas em torno das ilhas Senkaku, administradas, de facto, pelo Japão, mas cuja soberania é reivindicada por Pequim que as denomina de Diaoyu, de acordo com a guarda costeira nipónica.

Esta figura como a primeira incursão chinesa naquele perímetro desde que Pequim decretou, unilateralmente, no passado dia 23 de novembro, uma zona de identificação de defesa aérea sobre uma parte do Mar da China Oriental, que abrange as ilhas no centro da contenda com Tóquio.

A Coreia do Sul anunciou hoje a ampliação da sua Zona de Identificação de Defesa Aérea em resposta à recente instauração, pela China, de idêntico perímetro que se sobrepõe ao espaço controlado há anos por Seul.

Essa zona foi alargada em direção a sul e inclui agora o espaço aéreo sobre o ilhote submerso de Ieodo, administrado, de facto, por Seul, que instalou no local uma plataforma de investigação científica, mas que Pequim diz ser parte da sua Zona Económica Exclusiva.

A 23 de novembro, a China instaurou, unilateralmente, uma nova zona de defesa aérea, que desencadeou uma onda de protestos por parte da Coreia do Sul e do Japão, uma vez que o novo perímetro cobre também as ilhas Senkaku/Diaoyu, administradas, de facto, por Tóquio, mas cuja soberania é também reclamada por Pequim.

A Coreia do Sul «conferenciou com os Estados Unidos» antes de expandir a sua zona de defesa aérea, que se sobrepõe à anunciada recentemente pela China, segundo revelou hoje o Departamento de Estado norte-americano.

O governo sul-coreano «conversou com os Estados Unidos antes da sua decisão», afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, num comunicado.