As autoridades portuguesas não têm, até ao momento, informação de que haja algum português entre as vítimas do acidente ferroviário em França, disse à agência Lusa o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário.

De acordo com o governante, pelo menos entre 31 feridos já registados não há, até ao momento, qualquer português identificado.

«Continuamos a não ter informação de que haja algum português entre os feridos», declarou.

O descarrilamento do comboio ocorrido na sexta-feira na região de Essonne, foi «a maior catástrofe ferroviária dos últimos 25 anos em França», segundo o porta-voz do Ministério do Interior francês, Pierre-Henry Brandet.

De acordo com a agência France Presse, oito pessoas morreram e 22 ficaram feridas, oito das quais com gravidade, mas o balanço é ainda provisório.

As operações de salvamento continuam.

Entretanto, a agência francesa noticiou que o acidente não se deveu a «falha humana», citando declarações do ministro francês dos Transportes, Fredéric Cuvillier, à RTL.

Entre as três investigações em curso, há uma que já apresentou conclusões. A companhia de caminhos de ferro, a SNCF, não tem dúvidas quanto à causa do acidente: as agulhas que ligam o cruzamento de duas linhas estavam desconectadas junto à estação de Bretigny-sur-Orge, 40 quilómetros a sul de Paris. O comboio tinha deixado há meia hora a estação de Austerlitz da capital francesa, com destino a Limoges quando, de um momento para o outro, as composições saíram da linha.

Ao contrário do que se pensou inicialmente, não houve qualquer erro por parte do maquinista que acabou por ser elogiado pelas autoridades devido a rapidez de reflexos e à forma célere como acionou os alarmes e assim evitar acidentes posteriores com outros comboios.