São apenas 11 minutos que podem dar muito que pensar a mulheres e homens sobre a falta de igualdade de género. Talvez horas de debates e discussões. A proposta é aparentemente simples e é feita pela atriz, guionista e realizadora francesa Eléonore Pourriat: a curta-metragem «Majorité Opprimée» («Maioria Oprimida»).

Já viu mulheres a correr em tronco nu numa qualquer rua, enquanto homens passeiam os seus filhos? Homens com lenços a tapar parte da cabeça? E mulheres a urinar na rua? O inverso - considerado «normal» nas sociedades modernas - é visto quotidianamente.

Aquela curta-metragem de Eléonore Pourriat tem já quase quatro anos, mas só agora faz sucesso no YouTube com a legendagem em inglês, registando mais de três milhões de visualizações em apenas uma semana. No filme, dois homens encontram-se: «É a tua mulher que quer? Sim...» O que a mulher quer é que ele tape a cabeça com um lenço. O homem é agora o culpado de todos os males: «Não consigo viver mais nesta sociedade feminista!»

E como nasceu o filme? «A inspiração foi a minha vida quotidiana de 40 anos!», afirma a realizadora francesa, citada pelo blogue «Mujeres», do diário espanhol «El País» - onde «homens e mulheres são bem-vindos». «Alguns homens transformam-se quando falas de igualdade», acrescenta.

Questionada sobre o motivo de «Majorité Opprimée» se ter tornado viral, Eléonore Pourriat responde: «Porque os direitos das mulheres estão em perigo em todo o mundo, incluindo em países como França ou Espanha.»