Chamava-se Lo Hsing Han, mas nos Estados Unidos era conhecido como o «Padrinho da Heroína». Um dos maiores traficantes de droga morreu aos 80 anos.

Na segunda-feira, muitos foram os homens influentes e de negócios que passaram pela casa deste patriarca para lhe prestar uma última homenagem e as condolências à família.

O corpo ficou em câmara ardente, num caixão transparente, na casa de família. Excentricidades de um homem rico e poderoso, que na década de 90, graças às boas relações que mantinha com a junta militar, ganhou contratos de construção de autoestradas e portos em Myanmar, antiga Birmânia, através do Asia World, um consórcio que detinha juntamente com o filho e que serviria de fachada ao tráfico de droga.

O «negócio» da droga começou nos anos 60 quando o então ditador Ne Win lhe permitiu o tráfico de heroína e ópio em troca de ele criar uma milícia que controlasse os comunistas.

Revelações feitas num livro e aqui descritas pela Associated Press.

Lo Hsing Han foi detido na Talândia em 1973. Entregue às autoridades birmanesas, foi condenado à pena de morte, convertida em pena de prisão. Mas, não foi a doga que o levou à cadeia, mas sim a traição. Foi libertado em 1980, por via de uma amnistia.

Em 2008, também os Estados Unidos colocaram Lo Hsing Han e o filho na lista negra¿da droga.

O funeral do «Padrinho» tem lugar no dia 17.