Morreu o antigo primeiro-ministro de Espanha, Adolfo Suarez, aos 81 anos.

Suarez morreu este domingo, por volta das 15:00, após vários dias de internamento numa clínica de Madrid, por causa de uma infeção respiratória.

Era a crónica de uma morte que já tinha sido anunciada na sexta pelo próprio filho. Adolfo Suarez sofria há muitos anos de Alzheimer. O porta-voz da família agradeceu «o carinho» dos espanhóis no momento em que comunicou a morte do antigo chefe do governo.

Abandonou a política em 1991 para se dedicar por completo à família, mas não foi esquecido pelo povo.

O primeiro-ministro da democracia, viveu muitos anos em ditadura e foi um dos responsáveis pela transição do poder franquista para a democracia.

O homem que viveu entre duas Espanhas, sempre quis ser chefe de Governo. Mas a doença traiu-o. O Alzheimer, de que sofria há 11 anos fez com que se esquecesse, segundo os filhos, de que um dia liderou os destinos da Espanha.

Adolfo Suárez González era também um amigo do Rei Juan Carlos. O Rei já veio, emocionado despedir-se de «um amigo leal», como cita o «El País».

Vestido de luto e junto à última fotografia que tiraram juntos, foi assim que o Rei de Espanha expressou as condolências pela morte do homem que defendeu a «diversidade» e liberdade em Espanha.

Juan Carlos destacou a figura excecional e despediu-se com «muito carinho para os seus filhos e família».

Mariano Rajoy também reagiu de imediato à morte do antigo chefe de Governo, decretando três dias de luto em Espanha e destacando a perda de «um grande homem da sua época».

Em julho de 1976 o rei Juan Carlos surpreendeu todos ao pedir a Adolfo Suarez para liderar o segundo governo pós-franquismo. Adolfo Suárez veio a ser o vencedor das primeiras eleições democráticas, liderando uma coligação chamada União do Centro Democrático.

Nascido em Cebreros, perto de Ávila, a 25 de setembro de 1932 e estudou Direito em Salamanca.