Os ministros dos Negócios Estrangeiros europeus aprovaram esta segunda-feira, após reunião em Bruxelas, uma operação militar da União Europeia (UE) na República Centro-Africana (RCA), em apoio às forças africana e francesa.

«Houve acordo entre os ministros sobre uma missão na República Centro Africana», indicou fonte diplomática, precisando que o mesmo foi aprovado «por unanimidade».

A chegada dos primeiros elementos ao terreno deverá acontecer no final de fevereiro e o número de soldados europeus pode ascender a 500. A Estónia é o único país que até agora anunciou estar disposto a destacar até 55 homens.

Já com 1.600 militares na RCA, a França propôs-se como «nação quadro» da missão e deve participar ao nível do Estado-maior.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou hoje a uma «ação imediata e concertada» na República Centro-Africana, considerando que o país vive uma «crise de proporções épicas».

O país mergulhou no caos depois do golpe de Estado de março de 2013 realizado pela coligação rebelde Séléka, com origem na minoria muçulmana e dirigida por Michel Djotodia, que assumiu a presidência.