Um porta-voz do exército ucraniano revelou nesta segunda-feira que está a ser preparada uma ofensiva para libertar a região de Donetsk das forças separatistas pró-russas.

Andriy Lysenko, porta-voz do exército da Ucrânia, disse que os militares de Kiev vão recuperar Donetsk do controlo das forças dos rebeldes da cidade de Luhansk, a 150 km da fronteira com a Rússia.

«Os militares da 'operação antiterrorismo' estão a preparar um ataque final a Donetsk. Temos vindo a trabalhar para recuperar as duas cidades [Donetsk e Luhansk] mas é melhor libertar Donetsk primeiro - é mais importante», disse Lysenko à Reuters.

Prisioneiros fugiram de uma cadeia de alta segurança em Donetsk

Uma prisão de alta segurança na cidade de Donetsk foi atingida na consequência dos ataques entre as forças governamentais ucranianas e os separatistas rebeldes.

O incidente aconteceu na noite do passado domingo. Um prisioneiro morreu e três ficaram feridos, disse fonte da Câmara Municipal de Donetsk.

Em comunicado foi revelado que 106 prisioneiros conseguiram escapar do estabelecimento prisional de alta segurança. Os indivíduos considerados são «criminosos perigosos» e estão a monte nos arredores da cidade. Depois do incidente alguns reclusos regressaram à cadeia.

Mais de 1000 mortos desde o início do conflito

De acordo com os números avançados pela ONU, desde o início do conflito armado entre a Ucrânia e separatistas pró-russos já morreram mais de 1100 pessoas, destes 568 eram militares ucranianos.

A região de Donetsk tem sido afetada pela carência de bens alimentares, água e combustíveis. São poucas as pessoas que andam pelas ruas para além dos grupos separatistas armados. Existe algum tráfego apesar da escassez de combustíveis. E aqueles que não abandonaram a região refugiam-se em casa. Os bancos estão fechados e as pensões e subsídios não têm sido pagos.



Ambos os lados do conflito reconhecem a grave crise humanitária que se vive a leste da Ucrânia. Kiev e os aliados ocidentais suspeitam que a Rússia esteja a usar essa situação para movimentar tropas para o interior do país. Moscovo desvaloriza tais suspeitas e classifica-as de «conto de fadas».