Notícia atualizada às 12:08

Um português foi sequestrado no sábado em Maputo por cinco homens armados, interrompendo uma aparente acalmia que se vinha registando neste tipo de crimes na capital moçambicana, disse nesta segunda-feira à Lusa o porta-voz da polícia em Maputo.

Uma fonte da comunidade confirmou à agência noticiosa a nacionalidade do sequestrado.

Uma testemunha ocular contou ao jornal «O País» que «dois dos raptores traziam armas do tipo pistola e outros dois AK47. Todos estavam mascarados para que não fossem reconhecidos».

Segundo o porta-voz da polícia em Maputo, Orlando Modumane, o homem continua em cativeiro para onde foi levado por «indivíduos não identificados», que seguiam num veículo sem matrícula. «Os raptores imobilizaram a vítima e introduziram-na numa viatura de cor cinzenta, sem chapa de matrícula. A operação foi tão rápida que os sequestrados desapareceram em minutos sem deixar rastos», relata o jornal moçambicano.

«Infelizmente, quando a polícia dá resposta à criminalidade, os criminosos procuram formas de ludibriar a polícia. Tivemos uma aparente acalmia nos últimos dias, que parece ter sido quebrada pelo que se passou no sábado», disse Orlando Modumane.

«Testemunhas contam que a vítima seguia numa viatura de marca Accord a qual estacionou na avenida Samora Machel, logo depois da esquina entre aquela avenida e a Zedequias Manganhela. De repente, apareceram cinco homens, todos eles armados. Pegaram na vítima, imobilizaram e introduziram-na dentro da sua viatura de cor cinzenta, sem chapa de matrícula. A acção foi rápida, de tal forma que, cinco minutos depois, já tinham desaparecido do local sem deixar rastos», relata o jornal «O País».

As principais cidades moçambicanas, sobretudo Maputo, têm sido assoladas nos últimos dois anos por uma onda de raptos, que começaram por atingir empresários e seus familiares, passando a afetar também pessoas de famílias com uma aparente situação financeira folgada.

Várias pessoas foram condenadas a penas de prisão pelo seu suposto envolvimento em sequestros.

Este é o quarto caso confirmado de cidadãos portugueses raptados na capital moçambicana, tendo os restantes sido libertados.