Familiares de Bradley Manning, condenado a 35 anos de prisão por revelar documentos secretos ao portal Wikileaks, afirmaram hoje que esperavam uma pena mais dura para o ex-soldado, expulso por «desonra» ao exército norte-americano.

«É menos do que pensava, isso é bom», disse à emissora britânica BBC, Kevin Fox, tio de Manning, um norte-americano com ascendência galesa e que estudou no Reino Unido durante quatro anos.

Fox, irmão da mãe de Bradley Manning, disse que a família do ex-soldado esperava que a decisão do tribunal militar se aproximasse dos 60 anos pedidos pelo Ministério Público depois de Bradley Manning ter sido, em julho, declarado culpado de vinte dos vinte e dois crimes de que era acusado.

Manning, que era analista de dados no Iraque, foi julgado e considerado culpado de violar leis sobre segurança nacional dos Estados Unidos, roubo de informação governamental e abuso de funções, mas foi absolvido da acusação de «ajuda ao inimigo».

Em 2010, Bradley Manning entregou mais de 700 mil documentos confidenciais ao portal de Julian Assange. As informações chocaram a comunidade internacional sobretudo graças a um vídeo de um helicóptero norte-americano a disparar sobre civis em Bagdade.