Autoridades não têm dúvidas que o voo MH370 da Malaysia Airlines se despenhou algures no Oceano Índico. Apesar de alguns «objetos misteriosos» terem sido detetados do ar, ainda não há confirmação oficial de terem sido encontrados destroços do Boeing 777. A pressão maior está, agora, em quem participa nas buscas e na investigação do caso.

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Ian MacDonald, professor de Oceanografia na Universidade da Florida falou com a CNN sobre este caso e explicou os próximos passos a serem tomados.

«A primeira tarefa é à superfície, usar aparelhos de captação de sons e, depois, sonares capazes de rastrear no fundo mar objetos estranhos ou de grandes dimensões. Após essa informação estar recolhida, deve recomeçar-se do zero», afirmou este especialista.

«No entanto, será sempre preciso mergulhar e procurar no fundo do oceano. Começar por uma área de busca maior e ir reduzindo o seu tamanho conforme forem sendo detetados possíveis destroços», conclui. Nesta fase, podem ser usados veículos conduzidos por controlo remoto ou pilotados por pessoas.

Ian MacDonald lembra, por exemplo, o caso do Jiaolong, um submersível chinês com grande capacidade e alcance. Considerando o número de chineses que iam a bordo do voo MH370, este especialista acredita que a China irá disponibilizar o veículo para as buscas.

No caso dos veículos que funcionam por controlo remoto, o padrão de busca é decido por operadores que depois dão início à busca. Alguns conseguem operar, de forma autónoma, durante 24 horas seguidas. Depois regressam à base e a informação recolhida é analisada e tratada.

«Andam para a frente e para trás, como se estivessem a cortar a relva», explica Ian MacDonald.

Tecnologia similar foi usada nas buscas do avião da Air France que desapareceu em junho de 2009. Os destroços maiores deste aparelho só foram descobertos dois anos depois, mas a maioria dos corpos foram recuperados.

No caso do aparelho da companhia aérea francesa, foi determinante que tivessem sido encontrados destroços do aparelho, porque isso permitiu conjugar os dados e limitar as zonas de busca através de um mapa. Mas até ao momento, não há confirmação oficial nenhuma sobre possíveis restos do voo MH370.