As autoridades já identificaram um dos homens que viajava com passaporte roubado no avião da Malaysia Airlines que desapareceu no sábado.

Os serviços de inteligência adiantam que o homem não é malaio, mas não avançam a sua nacionalidade por enquanto, segundo a agência EFE.

A agência Reuters, que cita o chefe da investigação na Malásia, já tinha informado que os dois homens que utilizaram os passaportes roubados não tinham aparência asiática.

Os passaportes roubados na Tailândia em 2013 e 2012 pertencem ao italiano Luigi Maraldi e o austríaco Christian Kozel, e nenhum dos dois se encontrava na Malásia no sábado passado.

«Posso confirmar que não é malaio, mas não posso divulgar ainda de que país pertence», disse o inspetor-geral da polícia malaia, Tan Sri Khalid Abu Bakar, segundo o jornal local «The Star». «O homem também não é da província chinesa de Xinjiang», acrescentou, já que nesta região autónoma, onde um conflito entre o regime comunista e minorias muçulmanas aumentou nos últimos anos pode ser uma das hipóteses que alimentam a tese de atentado.

Os meios de comunicação chineses questionam se o desaparecimento do avião está vinculado com o atentado atribuído a grupos separatistas de Xinjiang praticado no 1º de março em uma estação de comboios de Kunming, capital da província de Yunnan, e que fez 29 mortos e 143 feridos.

Nenhuma hipótese está colocada de parte, até porque as incertezas são mais do que muitas, depois dos desmentidos de que tinham sido avistadas manchas de combustível e destroços do avião e que indiciam a desintegração do aparelho.