Um estudo de sociologia britânico revela que que se todos os homens britânicos já dormiram abraçados a outro homem. O estudo da autoria de Eric Anderson e Mark McCormackdas Universidades de Wincheste e de Durham debruçou-se sobre a heteromasculinidade e as relações sociais entre homens, no universo dos atletas e dos estudantes.

Os investigadores concluíram que há uma nova forma de ver a masculinidade. Sim, são homens, heterossexuais, mas que os tempos retiraram o peso de «machões» e são capazes de tomar atitudes antes de imediato assumidas como um comportamento homossexual.

O artigo publicado na revista «Men and Masculinities», que o «New Republic» cita, 93 por cento dos homens britânicos entrevistados já dormiram abraçados a outro homem e 98 podem não ter dormido agarrados, mas partilharam a cama com outro homem.

Os 40 estudantes que participaram no estudo não tiveram problemas em admitir estes comportamentos em privado ou até mesmo em público, não coibindo de deram um abraço rápido ou trocar carícias. Mas, também, como tomam conta uns dos outros nas suas ressacas, ou não fossem estudantes universitários.

«Eles não percebem como é que os homens mais velhos podem ficar chocados. Só os mais velhos podem ver estes comportamentos como tabu», explicou um dos investigadores ao Huffington Post».

Um dos entrevistados respondeu, por exemplo: «Eu sinto-me bem ao pé do Connor e gosto de passar tempo com ele. Gosto de pousar a minha cabeça no ombro dele quando estamos no sofá ou abraçá-lo na cama. Mas, não é só com ele. Somos bons amigos e m muito próximos. Temos um bromance ( o que numa tradução livre podemos chamar romance de irmãos), em que nos sentimos bem quando estamos juntos».

Os autores chamam-lhe «homossocialidade»,o comportamento contemporâneo dos homens entre si e que não põem em causa a sua heterossexualidade e desejo sexual por mulheres.

Na verdade, da literatura ¿ de Shakespeare a Dickens - ao futebol, não faltam exemplos de relações próximas entre homens. Faltam sim mais estudos, segundo os autores. Este é o princípio apenas de uma desmistificação. A homofobia ainda existe.