O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, considera que está em curso um golpe de Estado contra o seu regime, ao comentar a recente turbulência política no país.

«Estamos a enfrentar um plano de golpe de Estado que está em curso contra a democracia e o Governo a que presido», afirmou Maduro, citado em comunicado distribuído pela embaixada da Venezuela em Lisboa.

O líder da oposição, o governador Henrique Capriles, disse esta quinta-feira que «ainda não estão reunidas» as condições para exigir a saída de Maduro, ao falar durante uma conferência de imprensa, durante a qual condenou a violência verificada em protestos na quarta-feira.

Várias cidades venezuelanas foram na quarta-feira palco de manifestações a favor e contra o Governo, com a oposição a pedir mudanças e o «chavismo» a denunciar um plano para desestabilizar o país.

Três pessoas morreram, mais de 60 ficaram feridas e houve dezenas de detenções.

Maduro lamentou o derramamento de sangue, que atribuiu «à irresponsabilidade de um pequeno grupo de dirigentes de oposição insensatos, cheios de ódio e ambições pessoais que, para mais, são financiados a partir dos EUA por grupos neofascistas».

Maduro falava no desfile comemorativo dos 200 anos da Batalha da Vitória, realizado no Estado Aragua.

Os dirigentes da oposição já garantiram que vão continuar com os protestos nas ruas.

Entretanto, o senador republicano do Estado norte-americano da Florida, Marco Rubio, acusou o Governo de Caracas de «deter e inclusive matar venezuelanos inocentes» e considerou que «o mundo deve despertar» para o que está a acontecer neste Estado sul-americano.