O novo líder do PSOE, Pedro Sánchez, apresentou, este domingo, as linhas gerais de uma alternativa ao Governo do PP, para promover uma «transição económica» em Espanha, em defesa da classe média, que considerou «afundada» pelo executivo de Mariano Rajoy.

No seu discurso de encerramento do congresso extraordinário do partido, que o validou como novo líder, Sánchez insistiu que a reforma laboral é a primeira prioridade de um próximo Governo socialista.

A segunda, acrescentou, será a reforma da interrupção voluntária da gravidez, que caso seja aprovada como pretende o Governo representa um retrocesso em relação ao panorama atual.

Com a nova lei, só será permitido o aborto em caso de violação até às 12 semanas e até às 22 se existir um grave risco para a saúde física ou psíquica da mãe, que terá que ser acreditado por um relatório de dois médicos.

A lei apenas permitirá o aborto em caso de má formação do feto se for demonstrado perigo de vida.

Sánchez propôs ainda limitar a duas legislaturas o mandato na presidência do Governo, reordenar o financiamento dos partidos e reformar a lei eleitoral.

A nova direção do PSOE foi hoje aprovada por 86,19% dos votos dos delegados presentes no congresso extraordinário que decorre em Madrid.

Segundo a agência EFE, trata-se de um apoio superior ao alcançado pela anterior direção, encabeçada por Alfredo Pérez Rubalcaba, que alcançou 80,42% de apoio.