O líder do Hamas, Khaled Meshaal, disse que a ofensiva terrestre das tropas de Israel na Faixa de Gaza está destinada ao fracasso.

Khaled Meshaal falava à agência AFP em Doha, capital do Qatar, onde está exilado.

«O que o ocupante não conseguiu alcançar nos seus ataques aéreos e marítimos não vai conseguir com a ofensiva terrestre. Estão condenados ao fracasso», disse.

Anteriormente, um porta-voz do Hamas em Gaza tinha salientado que «Israel vai pagar um preço muito alto» pela ofensiva terrestre e que o movimento islâmico palestiniano «está pronto para o confronto».

Khaled Meshaal salientou ainda que as exigências do Hamas são claras e que incluem o fim da «agressão israelita» ao povo em Gaza e da Cisjordânia, bem como o «levantamento do cerco» a Gaza.

Para o mesmo responsável, a origem do problema está na «ocupação» israelita e na construção de colonatos.

O líder do Hamas pediu também à comunidade internacional que assuma a sua responsabilidade para colocar um fim ao terrorismo israelita.

As vítimas do conflito

O número de palestinianos mortos desde o início da ofensiva israelita estava esta manhã fixado em 258, no 11.º dia da operação militar alegadamente iniciada para acabar com o lançamento de rockets sobre o território hebreu.

Segundo uma fonte da Organização palestiniana para os direitos do homem sedeada em Gaza, mais de 80% das vítimas são civis.

Cerca de 1.920 palestinianos ficaram feridos desde o início da operação israelita, que começou no dia 8 de julho.

Um total de 1.150 rockets foram atirados em direção a Israel e 311 foram intercetados pelo sistema de defesa antimísseis.

Entretanto, o exército israelita disse esta sexta-feira, em declarações à rádio militar, que um dos seus soldados foi morto esta noite no norte de Gaza, tornando-se na primeira baixa militar desde o início da incursão terrestre lançada esta quinta-feira no território palestiniano.

John Kerry falou com Netanyahu

O Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, instou quinta-feira Israel a limitar os danos colaterais em Gaza e apelou a que as forças do país sejam «precisas» na operação terrestre no enclave palestiniano.

Numa chamada telefónica com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, John Kerry enfatizou a necessidade de «evitar uma nova escalada» de violência e de restaurar o cessar-fogo de 2012 o mais rapidamente possível.

Num comunicado das autoridades dos Estados Unidos é também salientado que John Kerry destacou também a importância do Hamas aceitar o plano egípcio com vista ao cessar-fogo.