O líder do partido nacionalista ucraniano Svoboda (Liberdade), Oleg Tiagnibok, afirmou esta quinta-feira que os manifestantes não abandonarão os edifícios administrativos ocupados para que entre em vigor a lei de amnistia adotada na quarta-feira pela maioria no Parlamento.

Presidente ucraniano com «crise respiratória aguda»>

«Certamente que não», respondeu Oleg Tiagnibok à pergunta dos jornalistas se os manifestantes estavam disposto a cumprir a condição imposta pelo Parlamento para a entrada em vigor da amnistia.

O líder nacionalista afirmou que o Parlamento adotou essencialmente uma lei sobre «reféns».

Além disso, Tiagnibok contestou a forma como a lei de amnistia foi aprovada, já que foi votada sem debate prévio.

Os grupos parlamentares opositores, que exigiam a aprovação de uma amnistia sem nenhum tipo de condições, não participaram na votação.

«A oposição sente-se enganada. Os manifestantes não vão abandonar a Maidán [a praça da Independência] nem os edifícios administrativos», declarou o deputado do partido opositor Batkivshina (Pátria) Andréi Porubi.

Após várias horas de negociações, o texto foi aprovado por 232 dos 416 deputados presentes na Rada [o parlamento unicameral], na sequência de uma rara reunião dos deputados do Partido das Regiões, maioritário no hemiciclo, com o presidente Viktor Ianukovitch.

No entanto, e para além da rejeição do documento por 11 deputados do Partido das Regiões, a oposição optou pela abstenção e após criticar um dos pontos que exige o abandono dos edifícios de Kiev ocupados pelos manifestantes antes da entrada em vigor da nova legislação. Um total de 173 deputados não votou.

As manifestações contra o Governo começaram no passado mês de novembro, depois de Viktor Ianukovitch, sob influência da Rússia, ter impedido o acordo entre a Ucrânia e a União Europeia.