A Justiça espanhola decidiu abandonar as acusações de presumível «genocídio» no Tibete que envolviam dirigentes chineses, entre eles, os ex-Presidentes Hu Jintao e Jiang Zemin, disse fonte judicial.

A câmara penal da Audiência Nacional, uma das mais altas instâncias judiciais espanholas, reunida em sessão plenária, decidiu «por nove votos contra sete a suspensão das acusações em curso contra os dois ex-Presidentes e seis outros altos responsáveis do Governo chinês», afirmou a mesma fonte, citada pela Efe.

Os magistrados consideraram que «em conformidade com a lei que reforma a lei da justiça universal espanhola, a Espanha não tem jurisdição para produzir acusações sobre certos atos de genocídio e lesa-humanidade porque os oito suspeitos não são espanhóis nem residentes habitualmente em Espanha», disse a mesma fonte.