A ofensiva jihadista assumiu esta quarta-feira a seu ponto mais crucial, ao tomar o poder da maior refinaria de petróleo do Iraque. O primeiro-ministro admite a derrota, mas não aceita a derrota. David Cameron receia um ataque ao Reino Unido por parte dos rebeldes sunitas.

Eram quatro da manhã desta quarta-feira (hora local) quando os confrontos tiveram início na refinaria de Baiji, a norte da capital iraquiana, Bagdad.

Alguns dos depósitos estão a arder e a refinaria foi evacuada. As agências desconhecem o número de feridos ou mortos neste ataque, mas, uma coisa é garantida: a refinaria está fechada e já levou ao corte de combustível a várias cidades. Para além disso, a refinaria é uma peça importante do jogo já que mexe com os mercados de petróleo internacionais, se contarmos que o Iraque exporta 2,5 milhões de barris por dia.

Outros receios, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, por sua vez, disse esta quarta-feira «que discorda daqueles que acham que esta crise não tem nada a ver connosco e que um regime extremista no Iraque não nos vai afetar. Porque vai», disse Cameron no Parlamento britânico, acrescentando que «as pessoas desse regime estão por um lado a tentar tomar o poder do território e atacar-nos aqui, na nossa casa, no Reino Unido», como cita a Reuters.

Numa declaração que a France-Presse cita, o primeiro-ministro iraquiano reconhece que perdeu a batalha mas não a guerra contra o «terrorismo», admitindo que as forças militares iraquianas sofreram um recuo.

«Nós vamos enfrentar o terrorismo e acabar com a conspiração», disse Nuri al-Maliki.