Notícia atualizada

A noite de segunda para terça-feira foi uma das mais sangrentas da ofensiva. Segundo a BBC, só durante a noite foram mortos 60 palestinianos. O «The Guardian» revela que 110 palestinianos perderam a vida em 24 horas.

Uma noite em claro em Gaza, com mais de 60 ataques aéreos, de acordo com a BBC. O «The Guardian» acrescenta que nem a casa do líder do Hamas foi poupada. Ismail Haniyeh não foi atingido, mas a casa foi destruída por um morteiro.

Desde 8 de julho, já morreram pelas contas oficiais palestinianas, 1115 muçulmanos e alegam ter matado 53 soldados israelitas, como cita a BBC.

O guia supremo iraniano, Ali Khamenei, acusou os líderes de Israel de estarem a cometer «genocídio» em Gaza e apelou ao mundo islâmico para armar os palestinianos que combatem o «regime sionista».

Num discurso que assinala o fim do Ramadão, difundido em direto pela televisão estatal, Ali Khamenei disse que Israel estava a agir como um «cão enraivecido» e um «lobo selvagem», cujas ações devem ser objeto de resistência.

«Um cão enraivecido, um lobo selvagem. Ataca pessoas inocentes, crianças que perdem a vida inocentemente. O que os dirigentes do regime sionista fazem é um genocídio e uma catástrofe histórica», disse o guia supremo iraniano.

Palavras um dia depois do primeiro-ministro israelita ter preparado o seu povo para uma guerra «longa» e ignorados os apelos da ONU para que os povos não se matem uns aos outros.

A ONU não tem mãos a medir. Abriga quase duas mil pessoas em 82 refúgios

Coreia do Norte rejeita estar a negociar armas com o Hamas e Hezbollah

Benjamin Netanyahu disse na segunda que um cessar-fogo passaria sempre pela desmilitarização dos palestinianos. Ora, a Coreia do Norte denunciou as alegações de que o país fornecia mísseis ao Hamas e material para apoiar o Hezbollah como «pura ficção» e um esforço «sinistro» para ligar Pyongyang aos conflitos no Médio Oriente.

A informação do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano foi difundida na segunda-feira pela agência KCNA, e segue uma informação divulgada no fim de semana pelo britânico Daily Telegraph, o qual citava fontes de segurança ocidentais indicando que o movimento islamita Hamas tinha realizado um pagamento inicial à Coreia do Norte para adquirir mísseis adicionais e equipamentos de comunicação.

Além disso, a informação é veiculada dias depois de um juiz de um tribunal federal em Washington ter determinado que a Coreia do Norte forneceu armamento ao Hezbollah no Líbano.