A falta de espaço para cemitérios tornou-se de tal forma alarmante no Reino Unido que há cidades quase sem espaço para enterrar os mortos.

Uma deputada britânica, Sarah Wollaston, disse, por exemplo, que em Devon, sudoeste de Inglaterra, «restam apenas 16 túmulos vazios» e que «já foram esgotados os espaços criados de emergência».

A representante «tory» (Partido Conservador) no Parlamento encoraja mesmo os ministros a considerar seriamente a possibilidade de «reutilizar sepulturas mais antigas, como já foi permitido em algumas partes de Londres, para aliviar a crise em todo o país».

O também conservador Sir Tony Baldry, que representa a Igreja de Inglaterra no Parlamento, admite que existe uma lacuna na lei, que deixa dúvidas sobre quem recai a responsabilidade, as igrejas ou os municípios, de arranjar espaço para sepultar.

No início do ano, a Igreja inglesa sugeriu a oferta de descontos nos funerais a quem optasse pela cremação, por causa da falta de espaço.

Muitos cemitérios encontram-se cheios e já foram formalmente «fechados» para enterros. E a situação é ainda mais grave atendendo ao envelhecimento da população.

Por tudo isto, alguns municípios começaram no ano passado a converter parques de estacionamento e outros espaços livres em cemitérios.

Já em 2004 as autoridades britânicas se tinham deparado com o mesmo problema e ponderado desenterrar os mortos.

Outra das soluções apontadas na altura era a de exumar os corpos e enterrá-los novamente mas em covas com mais profundidade, para que os novos caixões pudessem ser colocados por cima dos mais antigos.