O ébola pode estar fora de controlo em África. O vírus, que já matou 670 pessoas e que não tem cura, já obrigou uma das maiores companhias aéreas da região, a ASKY, a cancelar os voos para Monrovia, na Libéria e Freetown, na Serra Leoa.

Foi precisamente na Libéria que morreu um dos médicos que mais sabia sobre o vírus e estava empenhado na luta contra o ébola, mas que, nem mesmo com os seus conhecimentos, conseguiu escapar-lhe e morreu da infeção. As autoridades nacionais já o apelidaram de «herói nacional».

A restrição dos voos pode ter chegado tarde de mais. Surge agora o medo do vírus mortífero já se ter espalhado a mais países: Patrick Sawyer, de 40 anos, funcionário de topo das Finanças, de nacionalidade americana, mas descendente de liberianos, fez várias viagens na companhia aérea ASKY antes de morrer na Nigéria, vítima do ébola. O homem apanhou um voo da Libéria para o Gana, daí para o Togo e acabou por morrer na sexta-feira na Nigéria, como noticia a Al-Jazeera. Também a sua irmã não resistiu à doença.

Até ao momento, a companhia aérea não exigia uma declaração médica aos seus passageiros para viajarem e não suspendeu os voos para a capital da Guiné, o terceiro país com mais infetados. No entanto, quem parte daquele país, passa por um rastreio médico, que inclui ver se tem febre ou outros sinais suspeitos.

A Direção-Geral de Saúde portuguesa emitiu um comunicado a tranquilizar a população, admitindo que o «risco» de contágio por cá «é muito baixo».