Os cortes impostos pelo programa de ajustamento no sector público da Grécia acabam de provocar o encerramento sem prazo de duas universidades.

Nesta terça-feira, primeiro dia de uma greve de 48 horas mobilizando os funcionários públicos gregos, e depois de uma semana de protestos pelos professores do país, a Universidade Nacional de Capodistriana de Atenas, a mais antiga da Grécia, decidiu suspender todas as atividades. A maior universidade da capital grega, onde estudam 125 mil alunos, justifica a decisão face «à incapacidade objetiva de educar, investigar e administrar».

De acordo com informação divulgada pelas agências internacionais, a instituição onde trabalham cerca de dois mil professores afirma que não tem condições de matricular novos alunos, realizar exames ou emitir diplomas e, em geral, assegurar as aulas e realizar quaisquer atividades relacionadas com a vida académica.

A Universidade Politécnica de Atenas, símbolo da resistência à ditadura militar DE 1967-73, decidiu tomar medida idêntica e fechar as portas.

De acordo com a imprensa, o ministério da Educação incluiu o pessoal administrativo das duas instituições de ensino superior num plano de mobilidade acordado com as instituições da troika (FMI, CE e BCE). O regime de mobilidade retira um quarto do salário a 25 mil funcionários públicos. Aos funcionários colocados no quadro de excedentários é dado um prazo de oito meses para encontrar um novo emprego, findos os quais são despedidos.