Uma mulher grávida morreu baleada perto de Caracas, no domingo, durante um protesto, o que eleva para 34 o número de mortos em semanas de manifestações contra o governo na Venezuela. Adriana Urquiola, de 28 anos, foi morta com um tiro na cabeça ao sair de um autocarro público bloqueado por uma barricada montada por manifestantes. Estava grávida de cinco meses.

De acordo com a Sky News, as autoridades ainda estão a investigar o que levou o atirador a atingir a vítima, que não participava na manifestação. Adriana era intérprete de língua gestual e trabalhava na estação de televisão Venevisión.

Pelo menos 34 pessoas foram mortas em protestos recentes contra o governo socialista do Presidente Nicolás Maduro. Os protestos começaram em fevereiro, menos de um ano depois de Maduro suceder a Hugo Chávez. Os distúrbios eclodiram em resposta à inflação elevada, à criminalidade violenta e a uma escassez de bens de primeira necessidade, como pão e açúcar. Os mesmos distúrbios agravaram-se depois de relatos de brutalidade policial e detenções de manifestantes.

A procuradora-geral da República admitiu, no domingo, que as forças de segurança usaram, às vezes, de força excessiva para acabar com manifestações de protesto. Luisa Ortega Diaz revelou que, até agora, foram abertos 60 inquéritos a supostos abusos de direitos humanos e 15 funcionários foram presos.

A procuradora falava um dia depois de três pessoas terem morrido devido a ferimentos de bala durante protestos na capital.

O Presidente da Venezuela mantém que as forças de segurança têm sido comedidas face às violentas perturbações da ordem pública. Nicolás Maduro acusa os adversários de tentarem levar a cabo um golpe de Estado.