Desde o derrube do regime de Muammar Khadafi, que as armas continuam a falar mais alto do que tudo na Líbia. Mas, agora, o país corre o risco de cair na guerra civil.

No meio de todas as milícias, religiosas, regionais, tribais, um general reformado diz querer acabar com os grupos islamistas, que considera terroristas.

Khalifa Haftar lançou as suas forças na sexta-feira contra os guerrilheiros islamistas em Bengazi, principal cidade do leste. Os combates fizeram mais de setenta mortos.

E, no domingo, outras forças que seguem o general no oeste, entraram na capital, trípoli, e tomaram de assalto o parlamento. Além de causar dois mortos e 55 feridos, terão raptado vários funcionários. Os deputados, principalmente os islamistas, já teriam fugido todos antes.

O general Haftar diz comandar o autoproclamado «Exército Nacional Líbio». Esta segunda-feira, a base aérea de Tobruk, e o comandante das forças especiais em Bengazi, anunciaram estar com ele.

Haftar rejeita estar a fazer um golpe de estado. Exige que o parlamento entregue o poder ao organismo de sessenta elementos recentemente eleito para redigir a nova constituição do país.

O governo provisório do primeiro-ministro cessante diz que mantém o controlo sobre a situação, mas não parece. Acabou por propor que o parlamento seja suspenso depois de aprovar o orçamento e de repetir a votação que escolheu outro primeiro-ministro há duas semanas, votação considerada ilegal por muitos.

A vaga de violência dos últimos dias já levou a Argélia a retirar o seu pessoal diplomático na sexta-feira, e a fechar a fronteira com a líbia, esta segunda, diz em que também a Arábia Saudita encerrou a embaixada e o consulado repatriando todos os funcionários. Por razões de segurança, o aeroporto de Bengazi está encerrado até dia 25.