O Governo moçambicano concordou com a presença de mediadores internacionais no processo de desmilitarização do país, acolhendo uma exigência da Renamo, mas condicionou a sua presença à discussão do cessar-fogo.

O consenso foi alcançado na segunda-feira, no final de uma nova ronda de negociações entre o Governo de Maputo e a Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique.

«Se isso dá conforto à Renamo, o Governo está aberto à presença de observadores internacionais para o processo específico de cessação de ataques da Renamo a cidadãos indefesos e às Forças de Defesa e Segurança. Teremos de acordar o papel destas figuras no diálogo», disse José Pacheco, chefe da delegação governamental à Lusa.