Pelo menos quatro pessoas terão sido mortas, esta segunda-feira, por disparos de um tanque israelita a um hospital em Deir al-Balah, na Faixa de Gaza, que deixou ainda 70 feridos, segundo fonte dos serviços de emergência de Gaza.

O ataque fez parte da operação terrestre israelita, que, aliado aos bombardeamentos aéreos, elevou para 556 o número de mortos na Faixa de Gaza, segundo o balanço desta segunda-feira, depois de ontem se ter registado o maior número de vítimas no enclave, desde 2009.



Segundo a AFP, o porta-voz dos serviços de emergência de Gaza, Ashraf al-Qudra, diz que 39 pessoas foram mortas por ataques aéreos, e outros 68 corpos foram retirados de escombros de zonas bombardeadas durante o dia anterior.

A mesma fonte indicou que outros 10 palestinianos, não contabilizados no número oficial de mortos, terão sido abatidos quando tentaram entrar em Israel por túneis subterrâneos.

Dos 39 mortos desta segunda-feira, cerca de um terço serão crianças. Pelo menos sete terão sido mortas numa casa em Rafah, durante um bombardeamento aéreo, e outras quatro na cidade de Gaza, num outro ataque que matou nove pessoas. O porta-voz diz que dos 68 corpos recuperados esta segunda-feira, a maioria seriam mulheres, crianças e idosos.

O recorde de mortos num único ataque também foi elevado, para 28, depois de ter sido destruída uma casa de três andares na cidade de Khan Yunis, este domingo, de onde foram recuperados 23 corpos.

As autoridades estimam que além dos 556 palestinianos mortos, os ataques israelitas já tenham feito 3500 feridos, desde o inicio da operação de Israel, a 8 de julho.

Do lado israelita, o exército afirma que sete soldados foram mortos nos confrontos com Gaza, elevando o número de vítimas mortais para 27, entre as quais, dois civis. O exército indica que outros 30 soldados terão ficado feridos durante um ataque, três dos quais em estado grave. São já 90 feridos desde o inicio da operação.

O exército israelita diz que o lado palestiniano já disparou 1488 morteiros e rockets que atingiram Israel, tendo 392 sido intersetados pelas forças israelitas. Só esta segunda-feira 84 terão atingido Israel, um deles na área de Tel Aviv.



O Conselho de Segurança das Nações Unidas manifestou domingo preocupação com o número crescente de vítimas mortais em Gaza e lançou um apelo a um cessar-fogo imediato. «Os membros do Conselho de Segurança manifestaram preocupação relativamente ao crescimento do número de vítimas», disse o embaixador Eugene Richard Gasana, que lidera o órgão de 15 Estados.