Notícia atualizada às 18:15

Uma hora depois de ter entrado em vigor um cessar-fogo humanitário (08:00 locais, 06:00 em Lisboa) na Faixa de Gaza, as tréguas foram quebradas. Israel e Hamas acusam-se mutuamente de terem violado o acordo de 72 horas, mediado pela ONU e pelos Estados Unidos.

Os bombardeamentos de Israel sobre Gaza já mataram esta sexta-feira 50 pessoas.

Também esta manhã um soldado israelita foi raptado na fronteira com a Faixa de Gaza. Foi durante uma operação suicida e, segundo o exército de Israel, uma hora depois do início da trégua humanitária.

Anunciado pelo secretário de estado norte-americano, John Kerry, e pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, o cessar-fogo deveria durar até domingo. E o próximo passo seria a negociação de um cessar-fogo duradouro, no Cairo.

«Mais uma vez, as organizações terroristas de Gaza cometeram uma violação flagrante do cessar-fogo, no qual eles mesmos se engajaram junto do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon», segundo um comunicado dos serviços do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

A trégua humanitária foi precedida, durante duas horas, por bombardeamentos intensos, incluindo lançamentos de morteiros, constataram jornalistas da AFP em Gaza.

Já durante a madrugada, antes do início do cessar-fogo, seis palestinianos foram mortos na sequência de um ataque da aviação israelita sobre Khan Youns, no sul da Faixa de Gaza, segundo o porta-voz dos serviços de emergência locais, Ashraf al-Qudra.

Horas antes, também em Khan Youns, oito palestinianos, incluindo duas mulheres e três crianças, foram mortos por disparos de tanques israelitas, segundo a mesma fonte.

Estas 14 vítimas elevavam para 1.456 o número de mortos palestinianos desde que Israel iniciou, a 8 de julho, a atual ofensiva na Faixa de Gaza.

Do lado israelita, cinco soldados foram mortos durante a noite no lado israelita da fronteira com a Faixa de Gaza, disse o exército.

«O exército confirma que na quinta-feira cinco soldados foram mortos por um morteiro disparado contra eles, enquanto estavam a operar ao longo da fronteira com a Faixa de Gaza», informou um comunicado militar.

A mesma fonte indicou que 61 soldados israelitas foram mortos em combate desde o início da ofensiva em Gaza.