Presidentes e personalidades de todo o mundo lamentaram esta quinta-feira a morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez num adeus a um dos mais importantes autores da América Latina.

O ex-Presidente norte-americano Bill Clinton manifestou «tristeza» pela morte de García Márquez, referindo que desde que leu «Cem anos de solidão», há mais de 40 anos, sempre ficou «assombrado» pela «imaginação, clareza de pensamento e honestidade emocional» do escritor.

O Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, manifestou esta quinta-feira «mil anos de saudade e tristeza» pela morte do Nobel da Literatura Gabriel García Márquez, que qualificou como «o maior colombiano de todos os tempos».

Também no Twitter, o ex-Presidente colombiano Alvaro Uribe considerou que «milhões de pessoas em todo o mundo se apaixonaram» pela Colômbia por terem ficado «fascinadas» com a escrita do «maestro García Márque».

O Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, expressou o seu pesar pela morte do escritor colombiano. «Em nome do México, expresso o meu pesar pelo falecimento de um dos maiores escritores dos nossos tempos: Gabriel García Márquez», escreveu o Presidente do México, na sua conta da rede social Twitter.

O Presidente do Equador, Rafael Correa, enviou as condolências pela morte de Gabriel García Márquez, considerando que o mundo vai ter «anos de solidão» com o desaparecimento do escritor colombiano. «Perdemos o Gabo, teremos anos de solidão, mas ficam as suas obras e o amor pela Grande Pátria. Até à vitória, sempre, Gabo querido», escreveu o chefe de Estado do Equador na sua conta Twitter.

Por seu lado, o ex-presidente chileno Sebastián Pinera destacou o grande legado literário e a personalidade peculiar de García Márquez. «Cem anos de solidão. Amor em tempos de cólera. Crónica de uma morte anunciada, além das suas excentricidades fazem parte da sua herança», escreveu o ex-chefe de Estado, também no Twitter.

A editora das Publicações D. Quixote, que chancela a obra de Gabriel García Márquez em Portugal, escritor hoje falecido, afirmou que esta é a «Crónica de uma morte anunciada», parafraseando um dos muitos títulos do autor colombiano.

Cecília Andrade afirmou que «foi uma grande perda para a literatura» e referiu que o escritor «fez escola e muitos escritores seguem-lhe o estilo desde esse fabuloso romance que é «Cem anos de solidão».

O escritor José Eduardo Agualusa apontou Gabriel García Márquez como «uma referência muito importante» para os escritores da sua geração e «alguém que tinha muito de africano». «Além de ter criado um estilo muito próprio, era também um contador de histórias, o que é raro», comentou o escritor.

García Márquez «é o mais genial escritor do século XX, um narrador fantástico», disse o jornalista José Carlos Vasconcelos, que o conheceu em 1975. «Na realidade ele era sim grande amigo do [escritor] José Cardoso Pires, mas convivemos e até se fez um jantar com outros escritores, entre eles o José Gomes Ferreira e o Carlos Oliveira», disse o diretor do JL-Jornal de Artes, Letras & Ideias, referindo-se à visita do escritor a Lisboa, em 1975.

Pilar del Rio, mulher do ex-Nobel da Literatura José Saramago, manifestou hoje «grande tristeza» pela morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez, que classificou como «um homem que definiu o século XX». «Foi um homem que definiu o século XX com a sua forma de escrever, de estar no mundo, de utilizar a imaginação, a criatividade, a natureza, a vida», assinalou Pilar del Rio.

Também o secretário-geral do PS lamentou a morte de Gabriel García Márquez, considerando-o «um dos escritores mais importantes do século XX». Numa mensagem que pode ser lida na rede social Facebook, António José Seguro revela que descobriu o escritor colombiano, hoje falecido aos 87 anos através do livro «Ninguém escreve ao coronel».