Os sete países mais industrializados do mundo (G7) advertiram esta quarta-feira que um referendo na Crimeia sobre a união da península com a Rússia não terá «nenhum valor jurídico», pedindo ainda a Moscovo para retirar o seu apoio à iniciativa.

Num comunicado divulgado pela Casa Branca, o grupo de sete países (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), em conjunto com os líderes da União Europeia (UE), pediu a Moscovo «para acabar com todos os esforços para mudar o estatuto da Crimeia contrária à lei ucraniana e em violação com a lei internacional».

«Qualquer referendo não terá nenhum valor jurídico. Dada a falta de uma preparação adequada e a presença intimidadora de tropas russas, também será um processo marcado por irregularidades que não terá qualquer força moral. Por estas razões, não iremos reconhecer o resultado», frisaram os países mais industrializados.

Esta posição do G7 é divulgada no mesmo dia em que o Presidente norte-americano, Barack Obama, recebe em Washington o primeiro-ministro interino ucraniano, Arseni Iatseniuk, e a poucos dias da realização da consulta pública na Crimeia, república autónoma localizada no sul da Ucrânia, agendada para o próximo domingo, dia 16.